1) Presa em casa.
Ultimamente tenho me sentido presa em casa. Faço de tudo para resolver o máximo de assuntos necessários em determinada região da cidade, para que não precise voltar lá tão cedo. E tem alguns dias específicos que sair de casa é quase uma tortura. Psicológica.
O anjinho vem e me diz: não te isola desse jeito, vai, conhece pessoas, caminha, aproveita o sol lá fora – e convenhamos que tem feito dias lindos em Porto Alegre -, convida amigos pra uma festa, um cinema, um parque, qualquer coisa. E então vem o diabinho e diz: fica, fica de pijama que é quentinho e confortável, assiste um seriado, faz um almoço gostoso, arruma a casa, estuda, não sai, lá fora é hostil, difícil e doloroso.
2) Não tem o que explicar.
As pessoas perguntam o motivo das minhas tatuagens. Uma delas tem sim uma historinha do porquê, mas se eu quisesse contar e criar motivos pra cada uma delas, eu mesma traria a tona o assunto para contar AS PESSOAS QUE ME INTERESSA QUE SAIBAM os motivos de tatuar tais desenhos.
É a minha intimidade o que eu quero desenhar no meu corpo e não vou sair contando. Se quisesse sair contando, postava aqui.
Resumindo: Não pergunte, é coisa de gente chata.
3) Eu esqueci.
Todos os anos, na data exata, eu acordava e lembrava que aquele dia um dia foi importante pra mim. E imaginava o que eu faria se as coisas não fossem do jeito que foram. Imaginava todas as surpresas geniais que eu faria, todas as demonstrações de afeto e todas as comemorações. Me deprimia. Passava o resto do dia chorosa.
Esse ano, eu só lembrei que aquele dia era aquele dia quando já haviam passado 2 dias. Vocês não podem conceber a minha felicidade por ter esquecido. Foi a sensação de finalmente ter me libertado de algo que nunca fosse sair de mim. Não pensei em comemorações ou afeto, nada. Só liberdade. LIBERDADE, de verdade.
Imagens retiradas do PostSecret. As páginas linkadas em cada foto são os respectivos posts de cada segredo original.










