
Eles eram rollers ou patins in-line como chamavam na época. Ganhei um conjunto de patins com rodas e cadarços cor-de-rosa, além de pares de cotoveleiras, joelheiras, luvas e um capacete: tudo em rosa e preto.
Dei minhas primeiras voltas de patins pelas ruas de Dom Pedrito, cidade do sul do estado, onde tinha pouco movimento de carros e asfalto pra andar tranquilamente. Com 11 anos na época, não me importava muito com os machucados e até que aprendi várias manobras com meu patins. Voltando as aulas, o patins acabou escondido no fundo de uma sapateira. Por muito tempo. Muito mesmo.
Em mudança, quando saí da casa dos meus pais, em 2007, olhei para o fundo da sapateira e lá estavam eles, empoeirados. Decidi levá-los comigo para a nova casa/vida. Dei umas voltas pelo apartamento, o que resultou em marcas da borracha em todo o piso da sala: desanimei. Sem parceria é complicado perder a vergonha de andar na rua.
Depois de algum tempo e amizades novas e/ou retomadas, fiquei sabendo que amigos combinavam um dia andar de patins. Um dia distante, mas um dia. Só que o sonho deles envolvia patins normais, não rollers.

Pretendo comprar esses patins botinha, de 4 rodas para finalmente andar com os amigos.

Nada de roller novo. Seria traição.
Penso em usar meu roller velho no “treinamento” para não demolir o patins novo na primeira usada. Já temos data marcada e muita vontade. Espero que dessa vez role, com o perdão do trocadilho.

Não quero um par de patins espalhafatoso, apesar de achar esse da foto muito lindo. Certamente ele é impossível de usar!
E toda essa conversa sobre patins só porque li um trecho de um livro, muito a ver com a situação social, fisica, econômica, psicológica e patológica do universo em desencanto. Aí vai:
… prefiro a metáfora do transtorno bipolar como um par de patins: em alguns lugares é difícil caminhar, em outros, anda-se muito mais rápido do que quem está sem eles. Quanto mais rápido, menos controle e mais chance de cair, mas maior a emoção! Por isso, para quem conhece bem seus patins, aprende a andar minimizando os riscos e procurando percorrer terrenos favoráveis, ter patins pode ser até uma vantagem.pag.32Temperamento forte e bipolaridade, dominando os altos e baixos do humor
Diogo Lara, 5a Edição

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2 Comentários
3/Novembro/2009 às 9:15
Ah rola, com certeza!
4/Novembro/2009 às 14:41
Bah, muito já andei de patins e muito pouco de roller. Na verdade uma única vez só de roller, já na faculdade e bem sem muito jeito, mas de patins eu muito fui até ao Marinha com uns 12 ou 13 anos pra andar pela pista de patinação que tinha lá. Bons tempos! Tô velha!!!!