9/Novembro/2009

Salão em Movimento

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As 20hs do dia 14 de novembro de 2009, no salão principal do Clube do Professor Gaúcho em Porto Alegre, cerca de 500 pessoas terão a honra de assistir a um espetáculo muito sonhado e ensaiado por 23 pessoas.

Para quem gosta de dança em geral, muita diversão, e uma hora que vai passar voando por assistir bailarinos dedicados e talentosos mostrando seu suado trabalho no palco.

Para quem não gosta, fica o convite para uma tentativa de ver a dança com outros olhos.

Dançaremos muitos ritmos: Tango, Bolero, Valsa, Rock, Samba de Gafieira, Forró, Samba Rock e Salsa. Mostraremos coreografias inspiradas em filmes de sucesso, e faremos esse início de noite de sábado muito mais divertido ao nosso público.

Ingressos comigo. =)

3/Novembro/2009

Patins

Tudo começou nas férias de verão de 1995. Em uma viagem a Santana do Livramento/Riveira (famosa fronteira seca entre Brasil e Uruguai) que ganhei meu primeiro par de patins, sem nem mesmo querer.

Eles eram rollers ou patins in-line como chamavam na época. Ganhei um conjunto de patins com rodas e cadarços cor-de-rosa, além de pares de cotoveleiras, joelheiras, luvas e um capacete: tudo em rosa e preto.

Dei minhas primeiras voltas de patins pelas ruas de Dom Pedrito, cidade do sul do estado, onde tinha pouco movimento de carros e asfalto pra andar tranquilamente. Com 11 anos na época, não me importava muito com os machucados e até que aprendi várias manobras com meu patins. Voltando as aulas, o patins acabou escondido no fundo de uma sapateira. Por muito tempo. Muito mesmo.

Em mudança, quando saí da casa dos meus pais, em 2007, olhei para o fundo da sapateira e lá estavam eles, empoeirados. Decidi levá-los comigo para a nova casa/vida. Dei umas voltas pelo apartamento, o que resultou em marcas da borracha em todo o piso da sala: desanimei. Sem parceria é complicado perder a vergonha de andar na rua.

Depois de algum tempo e amizades novas e/ou retomadas, fiquei sabendo que amigos combinavam um dia andar de patins. Um dia distante, mas um dia. Só que o sonho deles envolvia patins normais, não rollers.

Esses são bem mais charmosos
Óbvio, como é do meu feitio, embarquei no objetivo com eles. Ainda não aconteceu o treinamento. Até pensei em comprar um novo roller pra mim, mas me senti (eu sei, é bobo) traindo meu antigo roller, que até hoje persiste no meu quarto esperando por atenção.

 

Pretendo comprar esses patins botinha, de 4 rodas para finalmente andar com os amigos.


Nada de roller novo. Seria traição.

Penso em usar meu roller velho no “treinamento” para não demolir o patins novo na primeira usada. Já temos data marcada e muita vontade. Espero que dessa vez role, com o perdão do trocadilho.

Não quero um par de patins espalhafatoso, apesar de achar esse da foto muito lindo. Certamente ele é impossível de usar!

E toda essa conversa sobre patins só porque li um trecho de um livro, muito a ver com a situação social, fisica, econômica, psicológica e patológica do universo em desencanto. Aí vai:

… prefiro a metáfora do transtorno bipolar como um par de patins: em alguns lugares é difícil caminhar, em outros, anda-se muito mais rápido do que quem está sem eles. Quanto mais rápido, menos controle e mais chance de cair, mas maior a emoção! Por isso, para quem conhece bem seus patins, aprende a andar minimizando os riscos e procurando percorrer terrenos favoráveis, ter patins pode ser até uma vantagem.
pag.32
Temperamento forte e bipolaridade, dominando os altos e baixos do humor
Diogo Lara, 5a Edição

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8/Outubro/2009

Como é difícil

Saí de casa super atrasada e graças ao maravilhoso sistema de transporte público de Porto Alegre (isso não é ironia), consegui chegar a tempo na consulta com meu psiquiatra. Então escutei a seguinte frase:

- “Como é difícil regular o teu humor.”

Tem coisa muito mais difícil nesse mundo de Deus.
Tentei 2 tratamentos e vou para o terceiro. Não me acerto. O problema é que só existem três. A menos que alguém invente outro, tipo hoje.

É muito difícil eliminar as variáveis causadoras da irritabilidade. Não são apenas as sinapses descontroladas que meu cerebro faz! Também contamos com a eventual TPM, a topeirice, a inclusão digital, o telefone que toca o dia todo, a caixa de e-mail que nunca fica limpa, o vizinho de baixo que é sindico e fica mandando cartinhas de notificação sobre o barulho que eu faço a noite respirando em cima do quarto dele, a falta de freelas que assola o mundo atual, a máquina de lavar roupas que estragou por minha culpa, a falta de criatividade que tem se espalhado pela internet nas ultimas semanas, o ENEM lá em dezembro, a crise que não passa, o concurso que me impediu de viajar nesse feriadão, a bagunça que deixam pela casa, e lá se vai.

Seus ouvidos não são pinicos, tão pouco seus olhos, aqui não é lugar de reclamar da vida, eu sei. Então vou desenvolver apenas as causas que podem interessar a vocês leitores. Aguardem.

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16/Setembro/2009

Google Feelings

Tenho hábito de digitar sentimentos na busca do google imagens, esperando que ele entenda o que eu quero dizer e me mostre o que eu preciso ver pra ficar bem.

Gosto tanto de buscar imagens que resolvi entrar na moda do Tumblr. Acessem, rebloguem, etc.

Com a internet é fácil, não sei o que faria sem ela...

Com a internet é fácil, não sei o que faria sem ela...

As vezes ficar bem significa ver alguém em pior estado, dentro do âmbito daquele sentimento.

Mas na maioria das vezes, encontro imagens que nada tem a ver com o propósito inicial.

Busquei por pureza e olha o resultado!

Busquei por pureza e olha o resultado!

O meu maior desejo – dentro desse contexto de buscadores – é a invenção de um buscador que vá atrás não da imagem que personifique nosso sentimento, mas sim da imagem que precisamos ver.
Por vezes seria o sentimento contrário, por outras seria algo similar, mas que tornasse o sentimento mais acessível, mais fácil de dissolver, por fim – a vingança maior: o próprio sentimento na pessoa que nos fez senti-lo.

Maligna, eu?

Pobre de mim, só queria umas figurinhas

Pobre de mim, só queria umas figurinhas

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30/Agosto/2009

Vou te contar um segredo

1) Presa em casa.

Ultimamente tenho me sentido presa em casa. Faço de tudo para resolver o máximo de assuntos necessários em determinada região da cidade, para que não precise voltar lá tão cedo. E tem alguns dias específicos que sair de casa é quase uma tortura. Psicológica.

O anjinho vem e me diz: não te isola desse jeito, vai, conhece pessoas, caminha, aproveita o sol lá fora – e convenhamos que tem feito dias lindos em Porto Alegre -, convida amigos pra uma festa, um cinema, um parque, qualquer coisa. E então vem o diabinho e diz: fica, fica de pijama que é quentinho e confortável, assiste um seriado, faz um almoço gostoso, arruma a casa, estuda, não sai, lá fora é hostil, difícil e doloroso.

house

Vezes saio. Vezes não.

2) Não tem o que explicar.

As pessoas perguntam o motivo das minhas tatuagens. Uma delas tem sim uma historinha do porquê, mas se eu quisesse contar e criar motivos pra cada uma delas, eu mesma traria a tona o assunto para contar AS PESSOAS QUE ME INTERESSA QUE SAIBAM os motivos de tatuar tais desenhos.

É a minha intimidade o que eu quero desenhar no meu corpo e não vou sair contando. Se quisesse sair contando, postava aqui.

Resumindo: Não pergunte, é coisa de gente chata.

sane

cada um com os seus problemas

3) Eu esqueci.

Todos os anos, na data exata, eu acordava e lembrava que aquele dia um dia foi importante pra mim. E imaginava o que eu faria se as coisas não fossem do jeito que foram. Imaginava todas as surpresas geniais que eu faria, todas as demonstrações de afeto e todas as comemorações. Me deprimia. Passava o resto do dia chorosa.

Esse ano, eu só lembrei que aquele dia era aquele dia quando já haviam passado 2 dias. Vocês não podem conceber a minha felicidade por ter esquecido. Foi a sensação de finalmente ter me libertado de algo que nunca fosse sair de mim. Não pensei em comemorações ou afeto, nada. Só liberdade. LIBERDADE, de verdade.

birthday

but not anymore

Imagens retiradas do PostSecret. As páginas linkadas em cada foto são os respectivos posts de cada segredo original.