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Chico Bento

Quando passei pra segunda série, eu e meu irmão ganhamos a assinatura dos gibis da Turma da Mônica do meu avô. Antes disso tínhamos a assinatura de Nosso Amiguinho, mas essa é uma história pra outro dia.

A identificação mais óbvia que eu poderia ter com um dos personagens era com a Mônica: baixinha, gordinha, dentuça; compartilhamos atributos físicos. Mas como a vida é muito mais do que aparência, o personagem que conquistou a minha simpatia e o meu carinho ao longo dos anos foi o Chico Bento, e vou contar a vocês os motivos.

Na volta as aulas, depois de cada período de férias, era comum os colegas contarem pra onde foram e o que fizeram no tempo livre. Naquela época, as férias de julho duravam o mês INTEIRO, lembram?

Lembro das minhas amigas contarem que haviam ido ao cinema, ao circo, a parques de diversões. Haviam jogado videogame, experimentado o sabor novo de sorvete do mac, e essas coisas de criança da cidade. Eu contava coisas diferentes: eu havia nadado na barragem, pescado, caminhado no mato, quase morrido de alergia a algumas flores, experimentado comida campeira, etc.

Muitos desses meus passatempos de férias, eram o cotidiano contado nos gibis do Chico Bento. E sempre que saía alguma história dele que envolvesse algo que eu havia vivenciado, era motivo para levar o gibi pra escola e mostrar como era tudo aquilo aos colegas.

Outro fator que me aproximava do Chico era o sotaque. Não que eu tivesse sotaque, mas eu sempre voltava das ditas férias falando “LeitE quentE dói nos dentEs da gentE”. Sério mesmo. E isso é algo que eu carrego até hoje: eu pego sotaques com muita facilidade. Eu me adapto a forma como as pessoas falam sem pensar que estou fazendo isso. Não que isso aconteça com o Chico, pelo contrário, mas o fato dele falar errado mostra a força do sotaque regional na vida do interior, que eu conheço bem.

Algo que sempre me encantou nos gibis do Chico, eram as histórias do folclore que o Mauricio de Souza adaptava  ao contexto infantil. O Saci, a Iara, o Curupira, o Boto e tantos outros personagens da cultura nacional aparecem em gibis do Chico de uma forma tão aberta, clara, interessante, que me fizeram várias vezes pesquisar mais sobre a história original depois de ler os quadrinhos. Chico Bento é cultura!

O lado humano e com uma pitada de tristeza envolvendo o núcleo Chico Bento é a história da morte da irmãzinha mais nova dele, a Mariana. Eu sempre quis saber mais sobre essa história, mas em nenhum gibi eu encontrei algo mais profundo. Apenas a informação de que ela virou uma estrela no céu e que brilhava mais forte no aniversário do Chico. O que é algo de uma meiguice infinita, concordam?

Além de tudo isso, o Chico adora aparecer de bumbum de fora nas capas dos gibis! O que é muito fofo!

Bom, depois de falar bem do Chico, eu quero compartilhar com vocês as minhas dúvidas, e se alguém souber alguma das respostas, por favor, acabe com meus anos de tormento e noites sem dormir! Se tiver mais dúvidas, não se acanhe em deixa-las nos comentários e eu também posso tentar responder o que eu souber. Vamos a elas:

1) Porque o Chico Bento está na escola se ele tem a mesma idade que a turma da rua do limoeiro, que não está na escola?

2) Porque, mesmo estando na escola, ele fala errado? Alguma vez a professora corrigiu a forma dele falar?

3) Qual o “parentesco” dele com os personagens da rua do limoeiro? Há algum parentesco?

4) Em alguma história vocês lembram dele visitando a cidade grande ou eu sonhei com isso?

Voltando ao assunto turma do Bairro do Limoeiro, conheçam esse TUMBLR. Nele, as pessoas podem mostrar os quadrinhos mais loucos ja publicados pelos personagens do Maurício de Sousa. Porque fora do contexto, ninguém é normal!

PS – Essa noite, fiz uma breve enquete entre meus followers do twitter e alguns amigos, pelo skype. A pergunta era: Quem é seu personagem favorito da turma da Mônica? (Não precisa dizer o motivo, só o nome) Como resultado, os personagens listados a seguir receberam 2 votos: Louco e Cebolinha. Receberam 1 voto apenas: Bugu, Mônica, Tina, Papa-capim, Magali, Franjinha e Chico Bento. Quem será que votou no Chico Bento? ;D

Por onde andei

…enquanto você me procurava. E o que eu te dei, foi muito pouco, quase nada… Caiu outra vez!

E quem não quer a glória?

Eu ando cada vez mais espalhada por essa interwebz do capeta, e é isso que eu vim contar aqui hoje, então, se acostume e não pergunte: “Mas tu escreve em quantos blogs mesmo?”, combinado?

Falei lá no início do ano  dos blogs e podcasts que mais gostei em 2009. Pois bem, um deles, o Papo de Gordo, abriu seleção pra novos colaboradores e resolvi me candidatar. Participei do processo seletivo e fui selecionada! Então acompanhe com atenção: O post de boas vindas a mim e meus coleguinhas novatos do Papo de Gordo e meu primeiro post, que foi publicado na última quinta. Na próxima tem post meu denovo, mas leiam todos os dias, porque o Papo de Gordo é ótimo.

Aquele meu albinho no picasaweb, que era tipo album de figurinhas da copa com as cores de esmalte, lembra? Pois então que eu saí pra jantar com a Nana e o resultado foi a criação de um blog de esmaltes! A Pri também entrou na nossa onda e lá estamos nós, no MaNails, mostrando um esmalte diferente por dia.

Divã do Masini

O Divã do Masini atingiu 1 milhão de visitas únicas. Sou uma das responsáveis por essa marca e, por isso, estou participando da promoção cultural especial.

Dentro do propósito da promoção, eu devo indicar aqui 3 livros. Admito que recorri a minha estante do Skoob pra ser mais fiel nas descrições, então créditos aos usuários do skoob pelas resenhas; eu fiz apenas algumas pequenas alterações. Como vocês conhecem os meus livros favoritos e é um tanto óbvio falar sobre eles, resolvi escolher os meus favoritos entre os mais recentes que li. Vamos a eles:

1) Antes do Baile Verde, Lygia Fagundes Telles:

São 18 histórias que evocam um clima de desencanto e dissipação. Na superfície tudo parece correr bem. Detalhes agudos e sutis desmentem essa aparência de normalidade. A história mais marcante, aos meus olhos é “Venha ver o Pôr-do-sol”.

2) Dois Irmãos, Milton Hatoum:

“Dois Irmãos” é a história de como se constroem as relações de identidade e diferença numa família em crise. É a história de dois irmãos gêmeos – Yaqub e Omar – e suas relações com a mãe, o pai e a irmã. Moram na mesma casa Domingas, empregada da família, e seu filho. Esse menino – o filho da empregada – narra, trinta anos depois, os dramas que testemunhou calado. Buscando a identidade de seu pai entre os homens da casa, ele tenta reconstruir os cacos do passado, ora como testemunha, ora como quem ouviu e guardou, mudo, as histórias dos outros.

3) O Livreiro de Cabul, Åsne Seierstad:

A jornalista norueguesa Asne Seierstad como ocidental, mulher e hóspede de Sultan Khan, um livreiro de Cabul, em 2002, obteve o privilégio de transitar entre o universo feminino e masculino de uma sociedade islâmica fundamentalista. Apesar da situação estável, a família do livreiro, dividia uma casa de quatro cômodos em uma cidade que se recuperava da guerra e de trágicos reflexos políticos. Os integrantes da família acostumaram-se à presença da autora sob uma burca. Assim, ela pôde observar relatos das rixas do clã; da exploração sexual das jovens viúvas que esperavam doações de alimentos das organizações de ajuda internacional; da adúltera sufocada com um travesseiro pelos três irmãos sob as ordens da mãe; do filho adolescente do livreiro obrigado a trabalhar 12 horas por dia sem chance de estudar.
A autora apresenta uma coleção de personagens comoventes que reflete as contradições do Afeganistão, e nos emociona sobretudo ao apresentar a rotina, a pobreza e as limitações impostas às mulheres e aos jovens do país.

Continuando com as regras da promoção, eu devo abrir o livro que estou lendo na página 64 e escrever um parágrafo interessante. Estou lendo 4 livros atualmente, mas o que tem prendido mais a minha atenção é:

A vida com minha irmã Madonna, Christopher Ciccone: pag.64

“Depois do segundo semestre, decido que quero continuar dançando e começo a fazer dança moderna também. Conto as novidades para meu pai, e para meu alívio ele não fica bravo. Na verdade, parece desapontado, e eu me sinto muito mal. Meus irmãos mais velhos não terminaram os estudos, ele esperava que eu me formasse e agora sabe que isso não vai acontecer. Mas não tenta me persuadir a nada. Tudo que diz é: “Não aprovo, e se você quiser fazer as aulas de dança, vai ter que pagá-las sozinho”.”

Adorei fazer esse post, e só me dispus a participar da promoção porque pareceu que seria divertido. Não conheço os livros nem os autores dos livros que estão sendo sorteados. Só resolvi participar pela diversão.

Então, se estão bloqueados pra escrever, como eu, e querem um bom motivo pra postar conteúdo interessante – bons livros sempre são assunto interessante -, se joguem na promoção do Divã do Mansini!

Eu ando bem viciadinha em Skoob, por influência da Nana. Resolvi anotar lá os livros lidos em 2010, quando vi, já estava marcando os lidos antes disso, e marcando os muitos que eu quero ler. Ele tem me motivado na proposta de ler 1 livro por semana. =)

Blog de que?

Fui a alguns eventos de blogueiros – poucos, mas ainda assim alguns – e sempre me pergunto, antes que me perguntem: eu sou blogueira de que?

Eu definitivamente não sou blogueira de moda, nem de literatura, nem de política, nem de assuntos nerds, nem de… eu sou blogueira do nada?

Vamos profanar o sagrado. Entender o ininteligível.

Eu falo de seriados em um blog com amigas. Eu vendo roupas e acessórios em um bazar com amigas. Mas e aqui? Qual é o tema, a razão de existir, a motivação?

E eu sempre me engano com a mesma resposta: Tem mesmo que ter uma razão? Não tem!

Concordo que tudo seria mais fácil se houvesse alguma garantia de que, nesse espaço, apenas se encontraria o desenvolvimento de temas pré-determinados.

Mas acredito que, no caso de haver post de assunto que não o interessa,  caro leitor, tenho certeza, o marcaria como lido no Google Reader* sem o menor pudor.

Então meu blog é um blog pessoal. Tipo, experiências e relatos sobre a vida da Bruna. Ok, posso conviver com isso, ainda não consigo falar em voz alta, um dia, talvez.

O que me apavora e envergonha é a semelhança disso com blogs do tipo:  “coisinhas de Fulaninha”, “cantinho da Ciclaninha”, “Aquela famosa linda fez…”,  “mundo encantado da Pafuncia”. Morro de medo de clicar nesses links. Me sinto engolida pela falta de noção das autoras e acho que – se afastem, perigo de envenenamento – mau gosto é contagioso. É um mundo eternamente aborrescente, espinhento, pretensioso – e das duas uma, ou trata-se de alguém que acredita ter mais importância do que tem, ou de alguém que só quer falar mal do mundo. Fazer esse tipo de coisa, posso garantir: não farei.

Entre outras coisas posso assegurar que vou sumir por algumas temporadas, porque pela frequência de postagem daqui nota-se que é um comportamento que repito muito. E não é por mal.

Eu não vou ser ridícula de ficar postando sobre os termos de busca usados pra chegar até aqui, tampouco ativar aquelas postagens automáticas do que eu twittei a cada dia; porque eu tenho mais o que fazer e vocês tem coisa mais útil pra ler. Se vocês chegaram aqui buscando por algo que não encontraram, lamento. Não prometo nada.

Os assuntos aqui abordados serão, obviamente, aqueles que me interessam. Isso não é uma democracia. E que saber? Foda-se não sou blogueira de nada. Ao menos até que me sugiram um nome aceitável.

*) Falando em Google Reader, eu tenho tentado cancelar inscrições em feeds muito verborrágicos e/ou que não me acrescentam nada. É difícil desapegar; até pensei em apagar todas as minhas assinaturas e reassinar o que me fizer falta. Dói só de pensar em fazê-lo.

Pin-ups

Agradando aos olhos dos meninos leitores do blog (com todo respeito, namoradas) e inspirando as meninas leitoras, faço finalmente, aleluia, um post recheado de links e imagens legais de pin-ups.

Tenho paixão por elas desde a época do Buscando Poesia – talvez antes. Sempre que posso acrescento uma imagenzinha nos posts daqui: elas me inspiram. Assim que resolvi mudar o visual do blog, nem pensei duas vezes; aí está o resultado que vocês já conhecem, mas o post sobre elas, que eu prometia a mim mesma desde a mudança de layout, só veio agora. Vamos ao que interessa, espero que gostem!

49 fotos das mais lindas PIN-UPS! do blog Muito Legal. Queria poder fotografar com todos esses cenários e figurinos, mas é muita pretensão pensar que chegaria aos pés da beleza que essas modelos/atrizes/famosas em geral conseguiram. A melhor aos meus olhos, é Maggie Gyllenhaal.

O melhor pintor de Pin-ups de todos os tempos é outro post do blog Muito Legal, que me levou até o site do pintor Gil Elvgren com imagens lindas. Ainda pretendo um dia ter um exemplar dele na sala de casa. Minhas favoritas – eu sei, parecem BondGirls:


Fairytales do site Fottus concentra versões Pin-up de personagens famosas dos contos de fadas de vários autores diferentes. Quando vi pela primeira vez, fiquei tão boba com as versões que passei mais de uma semana com a página aberta no meu navegador.

Depois dessas imagens lindas, imagino que você tenha ficado morrendo de vontade de ser pintada/fotografada com um visual pin-up (no caso dos meninos, vontade de ver suas namoradas nesse visual); gostaria de compartilhar um link muito útil para as leitoras (e namorados das leitoras) plus size que estejam dispostas a gastar uma grana nisso: ToilGirls é um site que transforma mulheres reais em lindas pin-ups. Morri de inveja delas.

PS – Já peço desculpas adiantadas, porque certamente o Google Reader vai deixar esse post todo torto, e eu ainda não domino essa diagramação do wordpress, apesar de já ter esse blog há 1 ano. =P

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