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As pessoas lêem. Entendem o que querem entender. Guardam mágoas e depois saem cuspindo fogo.

Leu e serviu o chapéu? Venha falar comigo, eu não sou assim tão inacessível. Realmente escrevo coisas pensando em afetar 1 ou 2 pessoas e acaba servindo o chapéu pra duzias. Me entristece isso, porque queria poder falar diretamente com essas 1 ou 2 pessoas sobre o assunto e não magoar mais ninguém, mas se postei no blog, é porque eu não tenho mais liberdade pra falar de tais assuntos com essas pessoas. Provavelmente as mesmas nem leiam mais meu blog, se é que um dia leram. E principalmente, porque eu preciso falar no assunto.

Aí mora meu erro. Então? Vou desistir de ter blog de vez, porque é sempre o mesmo erro? Dessa vez eu nem sai xingando ninguém alopradamente como fiz nos outros blogs que saí/apaguei.

Eu adotei esse comportamento ultimamente: quando me sinto afetada por um post, vou e pergunto pro autor, qual parte me cabe naquele latifundio. Algumas amigas perguntam se tal Twitt ou post meu foi direcionados a elas, e eu sempre respondo com sinceridade. Então, dessa vez eu vou tentar não me condenar como a eterna errada em todas as histórias. Quem tem que se explicar e pedir desculpas não sou eu.

Ooops!

Quando pequena, sempre ouvi minha tia dizer:

Tá brabo? Morde o rabo. É comigo? Morde o umbigo.

informativo

Respondendo aos comentários dos queridos leitores que tentaram descobrir quais as afirmações falsas no post 6 verdades, 3 mentiras, lhes digo: 1, 5  e 8 são mentiras deslavadas.

Vamos a elas:

1. Tenho trauma de shopping. Vou ao shopping com algum objetivo. ODEIO ficar zanzando por vitrines. Trauma de infância.

5. Não saio de casa sem protetor solar e óculos escuros. Rimel? Uso só na noite. Salto alto, nem na noite!

8. Adorar Best Sellers? Ta de brinquedo comigo!

Acho que 5 e 8 eram bem óbvias pra quem lê o blog. E 1 era óbvia pra quem leu meu twitter alguns dias antes do post.

3 meninos acertaram, 2 comentaram no próprio post. 1 me disse por msn, mas é do tipo que tem medinho de comentar.

Parabéns!

Participei do #lingerieday no Twitter, que foi dia 28 de janeiro, e minha foto foi postada no Ato ou Efeito. :)

hmm, quero ver.

Tem gente nova passando por aqui nos últimos dias. Na verdade não sei bem se são pessoas ou bots, mais e mais bots. Enfim são todos muito bem vindos, leitores e bots, desde que não deixem spam pelo caminho.

Algo que me faz sentir segura é esse espaço. É a voz que vocês me dão, é o quanto eu sinto no dia-a-dia que mudei um pouquinho da rotina de quem me lê.

Fico assim sem vocês.

Socialidades

O local de uma comemoração e os convidados a participar são escolhas da pessoa que está comemorando algo.

Se o lugar onde a comemoração for feita não for de seu agrado, decline sem necessariamente expor sua contrariedade.

Se as pessoas a serem convidadas tem conflito entre elas e isso é do conhecimento de quem está convidando, a pessoa deve comunicar ambas as partes e deixar que cada um faça o esforço que achar necessário para estar presente na comemoração.

Concordam comigo?

eu concordo, amiga.

Passei!

Sim! Eu passei no vestibular da UFRGS, para o curso de Comunicação Social – Jornalismo, como vocês podem verificar na o screenshot que eu fiz do listão.

descobriram meus nomes do meio :O

Carreira é um assunto um tanto complexo pra mim nos últimos tempos e não foi nada fácil abandonar a graduação em Ciência da Computação e todos os planos que eu fiz envolvendo a minha graduação lá. Mas o fato é que eu não queria mais trabalhar na área. Eu não me sentia feliz. Eu não falava a mesma lingua dos colegas de profissão, enfim.

Acho que o mais dificil (e que não foi dificil quando abandonei o Tecn. em Automação Industrial) foi o fato de eu ter perdido muito tempo no curso. De eu ter usado todas as minhas forças pra aguentar cadeiras e matérias que não eram nem um pouco interessantes (pra mim, veja bem). E eu fracassei. Eu desisti.

Não foram poucas as tentativas da minha família em me convencer a concluir o curso. Tanto que eu já pensava em abandonar o curso em 2006 e só consegui fazer de verdade em 2009. Tanto tempo perdido. Um tempo precioso.

A ficha me caiu em uma semana acadêmica: 9 dias sem aula, mil trabalhos pra entregar na semana posterior, e nenhuma, mas nenhuma vontade de fazer aqueles trabalhos. Em uma das madrugadas, comecei a pensar em como seria a minha vida sem aquele sofrimento diário de ir pra aulas insuportáveis. A idéia começou a ficar fixa e me deixar feliz. Tomei coragem e contei pra mãe na manhã seguinte. Ela não se opôs, não questionou, apenas aparentou preocupação. Esperei uma semana e contei ao pai. Ele foi mais energico e tentou me convencer a terminar o curso. Eu mostrei os meus graficos de cadeiras a fazer, quantas eu já tinha feito e rodado e quantos semestres me faltavam. Provei pra ele que seria jubilada antes que todo o meu sofrimento fosse recompensado.

Me inscrevi no ENEM sem nem pensar em qual área seguir. Só pra ter uma nota, caso ela fosse necessária.

Então comecei a procurar uma nova área. Meu psiquiatra me ajudou com algumas dicas sobre o meu perfil, e, sem  duvidas,  me inscrevi pra Jornalismo no vestibular da UFRGS. Eu confesso: não estudei. Li resumos de quimica e fisica da época que fiz Unificado (2002!) porque senti que não sabia muita coisa no ENEM. Fora isso, li as leituras obrigatórias – e nem consegui ler todas.

Me senti confortável com o que eu sabia e podia ter me ralado caso meu plano desse errado, mas não deu. Passei! =)

Depois de tudo que eu contei pra vocês, admito que fui rude com quem veio questionar as minhas decisões durante esse periodo (maio/2009 – janeiro/2010) porque me traz muito desconforto o assunto do abandono da CIC. Eu fiz o que eu pude. Infelizmente, não foi o suficiente. E muita gente veio questionar porque é que eu não tentava “com mais empenho”.

Vão cuidar dos seus próprios empenhos.

é perigoso!

Além disso, muitas pessoas vieram perguntar: mas é segundo semestre? Sim queridos ex-colegas BRILHANTES, cérebros inigualáveis, mentes espetaculares: Sim! Eu só começo a ter aulas em agosto. E estou bem confortável com isso, apesar da ansiedade. Se eu não estudei o suficiente pra entrar na primeira chamada é problema meu. ;)

Qual as chances de eu descer pra buscar um pastel (sim, tem uma pastelaria embaixo do meu prédio) e uma pessoa que eu não vejo há mais de 3 anos estar justamente chegando em seu carro estacionado na frente do meu prédio, no mesmo momento?

Eu passei muito tempo procurando o rosto dessa pessoa nas ruas, nos ônibus, nos shoppings, pretendendo pedir desculpas. Só eu sei quantos calafrios eu sentia a cada rosto semelhante que passava por mim na rua.

e nada...

No momento que eu confirmei que sim, era ela – ela também havia me reconhecido, por puro instinto de sobrevivência, virei o rosto e fingi não ter reconhecido. Imagino que ela tenha feito o mesmo.

Ela estava do exato mesmo jeito que há 3 anos atrás. Eu acho que mudei um pouco, mas mesmo assim, não o suficiente para não ser reconhecida.

Fui covarde. Poderia ter ido falar com ela.

Sou covarde. Já poderia ter mandado um email ou ligado, pedindo desculpas, há muito tempo.

How can I just let you walk away
Just let you leave without a trace
How can you just walk away from me
When all I can do is watch you leave
I wish I could just make you turn around
There’s so much I need to say to you
So many reasons why

So take a look at me now

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